domingo, 20 de maio de 2007

Hossana!


Hossana

Gemebundos, os poentes agnósticos solidificam-se em entremeios de veias desossadas.

Hossana!

Arroios pérfidos de pérolas periclitantes jazem imersos em discussões ímpias sobre marés roxas de vinho inerte e mal pisado.


Hossana!


Rouxinóis cancerosos estupidificam recolhidos em mosteiros de rendas baratas e salvaguardam a sua herança desbragada e veementemente.


Hossana!


Deslumbram-se, breves, sóis dementes, acariciando epidermes talhadas em oiro desalentado e em groselhas fulgurantes.


Hossana!


Irrompes, Diva, de uma lura improvável, e o horizonte distorce-se em pedradas sãs e ignóbeis, como se assim pudesse ser, mesmo quando as buganvílias tecem loas e a maresia se desconcentra.


Hossana! Hossana! Hossana!


1 comentário:

Anónimo disse...

A ti pode te fazer inspirar duma outra maneira, mas esse hossana, fazme lembrar do Jesus Christ Superstar, JC, mái Góde, que espectáculo.